Sexta-feira, Abril 15, 2005
The Balcão is ended!
Ou, em bom Português, como sempre foi o forte do nosso balcão:
chegamos ao fim.
Esse espaço nasceu para contarmos
as agruras de um casal vivendo atrás de um balcão: vida tocada e transposta em blog a quatro mãos. No entanto, quis o destino que já não existisse mais esse casal (para bom entendedor, meia palavra basta) e já não há mais motivos para contar nenhum causo.
Talvez, arrastemos o balcão até as livrarias. Essa era a proposta inicial. Talvez, não seja definitivo (na vida, só a morte é) e as histórias reapareçam um dia; porém, agora, só tenho a agradecer a companhia de todos vocês, a
Cau que deu uma linda
guaribada na loja (esperei seis meses e tenho que dizer adeus) e verá seu trabalho desperdiçado: Perdoe! São coisas da vida!
Ainda nos encontremos, mas em carreira solo:
Fê da Vida
Espero vocês (como sempre).
Obrigada por tudo!
Arriam-se as portas.
Por Fê Freitas |
12:10 PM |
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Atenção!
Estamos arrastando o balcão para o
blogspot.
Economia na vida é tudo! Não seria diferente no balcão.
Por Fê Freitas |
6:21 AM |
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Por enquanto, só quero dizer que
hoje é dia de Vida S.A.
Por Fê Freitas |
9:26 AM |
Purgante
De todos os revézes que sofro naquela loja, o pior deles é mulher e tem nome, que óbvimente, não exponho aqui.
Estava sentada do lado de fora, no mais fomoso banquinho de concreto do mundo blogueiro, pensando na minha vida, nas horas perdidas presa ao comércio, quando chega esta criatura, para atrapalhar minhas divagações.
Vocês não supõe toda a sorte de coisas que ouvimos desta criatura ao longo dos tempos de balcão. Mas, não somos nós a julgar a criatura vil que ela é.
Pois, num dia dessa semana que passou, a empregada dela, debruçou-se no meu balcão, para reclamar que ela sabia que era dia da faxina e que não a esperou. Havia deixado a chave com o zelador, mas que ela era um bêbada, louca e que tinha medo de entrar na casa e depois ela a acusar de algo.
Eu disse à ela: "Olha, se a senhora não confia, então não entra. Se fosse eu, não entraria, sabendo que o clima lá é este."
Pois a mulher entrou e ainda disse à mulher, que eu a havia alertado desde o seu primeiro dia de trabalho a respeito do caráter da patroa. E, claro, ela veio tirar satisfação comigo:
- Nunca lhe dei intimidade para falar da minha vida!
- Mas, eu não disse nada a essa mulher...
- Se não falou, como é que ela sabe?
- De repente, como todo mundo sabe...A porta está aberta, entra aqui e falam o que querem, não posso costurar a boca das pessoas. Agora, eu nunca fiz leva e trás de ninguém, porque escolheria você?
Ah! Mas ela se conformou? Estou nos nervos! Isso ainda vai rendeeeer... Minha vontade é esganar aquela empregada bocuda, aliada da "imprensa marrom"!
"Pelamorde"...É cada uma que me acontece!!!
Por Fê Freitas |
2:12 PM |
Quinta-feira, Março 31, 2005
Balcão Bombril
Duas, no mesmo dia é dose. De manhã foi serviço de farmácia e no início da tarde solicitação de serivços de eletrônico especialista em brinquedo...
Chega uma senhora, brinquedo embaixo do braço. Mostra o tipo de pilha que quer. Sua netinha pertubando:
- Vovó, quero isso. Vovó quero aquilo. Vovó o meu brinquedo...
Primeiro tiro a pilha melada no brinquedo. Já digo logo que não vai fazer o contato, mas ela quer se enganar de que a pilha melada que acabei de tirar na frente dela, não está há séculos dentro do brinquedo. Tiro o peso da consciência de tirar o dinheiro da velhinha, sabendo que ia dar em nada. Ela quer levar.
Encaixo a pilha. O brinquedo, claro, não funciona. Ela sisma que o problema é do boneco que está faltando, na cabeça dela essa era a peça on/off do brinquedo.
Depois de 20 minutos ela sai, com a menina chorona pelo braço.
Quinze minutos depois ela volta com o brinquedo.
- Filhinha, eu coloquei o pedaço do boneco, mas não deu certo. A sua pilha...
- A minha pilha nada, minha senhora. Eu avisei que o contato estava ruim, eu avisei que o brinquedo nem se mexeu e ainda assim a senhora disse que ia levar.
Ela abre a sacolinha plástica: chave de fenda 1, 2 e 3, alicate disso e daquilo...
- Que isso, dona?
- Vê se você consegue fazer alguma coisa com isso.
- Mas...
- Ai, minha filha! Essa garota está me deixando doida por causa do brinquedo, vê se você consegue...
Abri o brinquedo...Passei Bombril nos contatos, nada. Abri o brinquedo pra ver se tinha fio solto, nada.
Eis que a garotinha esbarra nos parafusos, corre tudo pra baixo da geladeira.
Mais meia hora procurando aquela bodega toda...fechei tudo. E antes que ela sugerisse mais alguma coisa...
- Toma, senhora. Esse aqui é telefone e o endereço do Hospital de Brinquedos. Lugar de técnicos em brinquedo é lá, aqui eu só vendo pão, pelo amor de Deus...
E foram as duas embora bem contentes e me deixaram aqui, estressada como nunca! Olhando para o céu e pensando: Tem dias que só Deus! Afe!!!
Por Fê Freitas |
1:15 AM |